Bolado de Paspalho

Bolado de Paspalho em uma de suas crises de irritação.

*

Para toda mão TODA que martela a sola;
mesmo que não haja martelo, pois sempre haverá mão.

*

Um puéta gabou-se de seu grego
mas esqueceu de distinguí
Odisseu de boné – bêbado
E Aristó de chapé-didi

Talvez dissesse saber sânscrito
Mas saiu como mané
Ficou calado no pós-surra
Passou vergonha de um zé.

Nega-se a prata, o ouro, a luta
Perde-se a honra de varão
Quando na´empáfia absoluta
Ignora-se Obra de antemão.

Verdade agora é relativa,
argumenta Fumaça-viva:
faz-te tossir como um dragão
se acreditas na canção.

Também o gigante escarneceu
Do rapaz sem UM bastão
E o Palácio se rendeu
Ao reles moço plebeu.

Vamos simbora que hoje a pira
pirou-doidou o cabeção!
Deixa o Bôladus RYRalidades
que eu gora vou pro meu pirão!

Cigarro não faz mal.

Não faz! Não faz mal não!

Tusso. Tossir é bom que vai pra Shakeaspere e William Blake, coração.

O que é grego koiné?

É nome de igarapé?

Arrazoe sobre a fé enquanto chupo um picolé.

Sei de tudo um pouco e tudo de tudo mesmo.

Pergunte-me qualquer coisa e eu lhe dou um beijo.

Sou a marra do playboy. Sou o tigre que caça com o boy.

Sou a caça e o caçador, o fantoche do riso, o ator

A peça da corte e o norte: da bússola sou o senhor.

Sou a boia que sobreviveu, sou Paspalho:

o rei sou eu!

Dr. Lutero? Um infiel! Não sabia de nada e ninguém.

Defendia tão somente e valente

o espiritual que não era prova cabal

no que tange a perene

partilha do pão fraterno divinal.

Agora acho que me confundi, mas certamente não vou admitir.

Desculpas é coisa pra fracos e eu só zombo quem tá no buraco, mas que os zombeteiros não falam de mi!

Sobre Lutero acho que era Zwinglio.

Estre outro infiel que morava numa cidade – e digo isto, pra quebrar a rima- volto pra rima: era uma herdade chamada Zebra que vem do latim Zebroia e que pertencia à antiga Helvetia que corresponde a Suíça mas é claro que vocês não sabem de nada disso, ora louça!

Vocês não sabem de cousa alguma…

Pois eu sou aquele que lê!

Eu sou a pura leitura!

Disto sou prova cabal pois estava lá; vivo e real!

“Lá onde Bolado-Paspalho?“ Em tudo e até temporal!

Sou Bolado de Paspalho, como bolo, cebola e alho

mas prefiro um animal! Sou guru e aprecio bons cérebros

de incautos que queiram servir-me.

Sempre tenho razão, esta é minha saga e quinhão!

Na minha tariqa ninguém mexe! Este é o dogma

desta nossa agora criada seita-religião!

Sou Paspalho, sou índio, sou jaspion, sou zumbi, sou hoste, falange

Sou mago, sou bruxo, sou beato e faquir

Sou místico que faz existir.

Crio do nada a coisa toda.

Sou brabo e ninguém há como a mi!

Discordar, na minha-frente, aqui!?

Só se queres as pedras ouvir:

Os encantos e maldições

As blasfêmias e conjuros

profundos; as torpes palavras insanas

ou latins, sujos imundos

pois não sei se falei que conheço

todas as línguas do mundo!

Menos grego! Desta eu não sei!

Kundalini, Pike, Crowley e os chakras 
Paulo Coelho, aquário e baratas.
Mas vou dizer que é melhor esquecer
destas coisitas pequenas, babacas!

Quem é você que nem sabe dizer como é fazer partitura em francês
Sabia que a francotitura é algo que agora inventei?
Saiba o leitor que em vida passada já fui até português.

Para além de viagem astral
Já lutei arte marcial
Sou mestre da ordem e do caos
Sou guru do bem e do mal

Tabaco é bom pra chuchu,
mas chuchu que é bom como não!
Chamo o Rui de Ruinaldo por isso
Dizem que come vegetais com a mão!

Vou confessar procês um segredo, 
quando pequeno fiz bamboleio
Bambolê era antigo e velho: feito de farpas 
e eu muito tristinho
Entenda-me bem quando não sou tão carinho
Só tava carente da sua atenção

É muito chato pra mim ser ignorado
Pois lembre-se sempre que sou o maior
Sou vasto, rubro, unicórnio encantado
Sou quase um ente de um mundo melhor

Mas pera? Me enganei? Isto jamais!

Não me ofenda imoral, chupim infernal! Ou lhe mando pra casa do paspalho que é a minha casa mesmo, ora pouca, moleque!

Sobrevivo ao Razzo, pois tenho razão.

Maçons e cristãos deveriam se unir numa nova canção

ou da pedra filosofal.

Pra vossa mercê entender; na tariqa ideal

como no Islã de excelsa matriz inventou-se o mistério real.

“Meus inimigos” (nossa, quão grande sou) querem me destruir.

Coitadinho, de mi!

Por favor, não deixem de agir!

Ataquem de dia e de noite quem ouse de mim, divergir!

Intercedam por este velho nos montes

e eu lhes darei vários bordões pra vencer qualquer debate

E claro, para o embate dou-lhes também todo o esboço

arcabouço infalível pra discutir ofendendo o oponente

antes mesmo que lhe cumprimente.

Quer seja moço, velho ou menino, dar-te-ei misterioso ensino

e serás bom, mas não como eu. Com isso conforma-te ou devoro-te.

Na aurora de qualquer debate, jamais discordem de mim

Ou concordem ou provem a morte, e os palavões que hão de vir.

Sou Paspalho do comércio do alho, sou navarro; sou anjo tupi

guarani sou com orgulho, cavalheiros-guerreiros, eu vi!

Sou Potira, sou onça-pintada, sou apache, sou bicho, Zumbi

sou mata da morte que a sorte jamais vencerá sem fugir!

Sou boto rosa ou verde, espingarda ou calça caqui

Meu exército é de neófitos, para eles digo eis-me aqui!

Sou baralho, cigana da sorte, discípulos, falo até com um jabuti!

Sou razão, sou vasto, robusto
sou tudo que eu disser que sou
Embaralho na mente as ideias
quando vejo já embaralhou

Mas eu rebaixo na lama a criança, que há dentro de mi junto a ti.
Se o fraco discorda da dança
Lhe acuso de ser inimi!
Sou a graça da vovózinha, sou aquário, libra e Saci

Sou gracejo, sou família Paspalho
Por favor, respeitem a mi!

Sou Bolado por natureza
e as graças que faço são pra me curar
Chamem-me do que quiserem 
certamente irei me encantar

Sei tudo; não há menor dúvida
Sou Paspalho, guru da vida e do alho.
Sou pajé, sou bruxo e vampiro.
Sou da morte o gênio mais nobre, e desdigo até mesmo um filho.

Me confundo sob a sombra envolvente
e reivindico que me adorem no giz.
Se sou mestre que me honrem com os lábios
Pois sou erudito “raíz“.

Evangélicos odeio bastante.
E os meus pés no sublime país…
Fundado por protestantes; mas não importa, empino o nariz!
Contradigo beligerante, sou imponente, não sou aprendiz!
Ora eu digo que tal coisa foi grande
Ora digo que foi infeliz

Recomendo proces Lewis, Bohme, Burke, Locke, Craig e Voeglin também;
Mas quando quero, lhes digo: canalhas
e rimo qualquer trocadiho que quis, mesmo que seja
só pra rimar com una bella fornalha o vocábulo bobo “bertalha.”

Vocês caem feito coelhos, são minhas massas e meus espelhos.
Sou a bruxa da Branca de Neve
sou maçã de zambujeiro.

Sou flautista de Hamelin: augusto!
e direi que magia é legal 
regozijo no esoterismo quando ce faz o mapa astral.

Minha retórica é tão sedutora que nego contente de forma fatal
Té aquilo que é obviedade. Té aquilo que factual.

Sou brilhante mas meio criança e me iro com qualquer discordância:

Sempre sempre afrontar como vil qualquer que me tire a esperança

de ser o maior do Brasil!

Sou Paspalho, navarro-europeu, sou clássico e canibal, 
sou a força motriz, sou o macho
boa presa e o bom predador.

Caço urso, formiga, diacho!
elefante e até labrador
Sou monstro , sou ira, sou bravo
mas colho pera do amor!

Sou golem, sou goblin, gigante
Sou nefilim, elfo, centauro
MAS NUNCA JAMAIS, meus alunos, hei de ser protestante!

Sou poço, sou fossa, sou pasto
sou campo ruim verdejante
antes Marx adorando o diabo do que qualquer remonstrante!

Sou rico de Midas herdeiro
sou esfinge, sou prisioneiro, neste corpo de pecador!

Sobrevivo comendo mui alho, afinal, não sou impostor
E se disserem “Paspalho“ -respeito!- é da mais nobre família
da casa dos “pescadô“.

E se disserem “vampiro“ não lhes creia, faz-me o o favor!
Minha ventura se encerra, quando cala o poeta
que nestes versos precisos de forma certeira atacou.

Sou caranguejo perdido
Please, dê-me ouvidos! A verdade é que apenas“não sou“.

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Bô dy Cravo d& Nab´alho

Para toda mão TODA que martela a sola;

mesmo que não haja martelo, pois sempre haverá mão.

Um puéta gabou-se de seu grego

mas esqueceu de distinguí

Odisseu de boné – bêbado

E Aristó de chapé-didi

Mas saiu como mané

Talvez dissesse saber sânscrito

Ficou calado no pós-surra

Passou vergonha de um zé.

Nega-se a prata, o ouro, a luta

Perde-se a honra de varão

Quando na´empáfia absoluta

Ignora-se Obra de antemão.

Verdade agora é relativa,

argumenta Fumaça-viva:

faz-te tossir como um dragão

se acreditas na canção.

Também o gigante escarneceu

Do rapaz sem UM bastão

E o Palácio se rendeu

Ao reles moço plebeu.

Vamos simbora que hoje a pira

pirou-doidou o cabeção!

Deixa o Bôladus RYRalidades

que eu gora vou pro meu pirão!

Fuego

O fogo purifica tudo

e no final só sobram cinzas.

É a sina do sol, é a sina do sal.

É a sina do céu, é a sina do fogo.

Não é dança celta.

Não é fogueira gaúcha

ou cousa oculta dy bruxa!

Muito menos cantiga pra assustar.

É fogo!

Apenas ele.

Língua Lâmina

O poeta entristecido chora por sentir demais quando não sente que seus versos não são ação.

Frustra-ação.

Mas ele sabe que são.

Embebido em lágrimas você acreditou.

O peta te enganou; sua vida é doce e ele sabe que o poema é sabre que corta foice.

O poeta entristecido chora
Chora por sentir demais quando sente que seus versos não são ação.

Mas ele sabe que são.

O poeta entristecido chora.

Chora por sentir demais quando sente que seus versos não são.

O poeta é sentimento. Sentimento é energia. Energia é vida:

Física Quântica.
Física quântica é metafísica. É frustração.

Frustra-ação.

Ce não entende nem de matemática quanto mais de física quântica.

Ce nem sabe o que é. Nem eu sei.

A gente não dá conta de explicar nem como são feitos-guarnadapos.

O poeta entristecido chora.

Chora por sentir demais quando sente que seus versos não.

Embebido em lágrimas você acreditou.

O poeta te enganou: sua vida é doce e ele sabe que o poema é sabre que corta foice.

Cultura Erudita versus Cultura Popular

Uma pequena nota:

A contradança europeia (em especial a original britânica difundida por toda a Europa ) saiu das cortes pra ser adaptada à popular dança de quadrilha brasileira.

A Ópera Italiana, antes de ser cultura erudita, seria uma forma popular de cantar e encenar presente nas ruas, e só depois de ser admirada pela nobreza, foi incorporada como alta cultura.

É evidente que cultura popular e erudita influenciam-se o tempo todo; e algumas vezes é bem difícil de distinguir uma da outra.

***

*Júlio Servo é escritor publicado na Amazon com o Livro Digital (eBook) O Soldado & O Cigarro Azul
*Poeta de versos variados, frequentador de saraus, blogueiro antes de virar moda, estudante de Letras e guitarrista nas horas vagas.
*Fundador da Confraria de Amigos Conservadores União Gonçalense.

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Maitê Proença faz vídeo de apoio a Bolsonaro

Maitê Proença entra pro time oficial das pessoas equilibradas que não se deixaram levar pelas manipulações inverossímeis dos partidos de extrema-esquerda nos últimos meses.

O time de apoio a Bolsonaro, até agora, conta com apoiadores declarados como o filósofo Olavo de Carvalho, os músicos Lobão e Roger Moreira da banda Ultraje a Rigor, o ator e a atriz Carlos Verezza e Regina Duarte, a filantropa Viviane Senna, -a irmã do admirado piloto e filantropa na Instituição que leva o seu nome e alguns outros, como o ator Sandro Rocha de tropa de elite, os humoristas Carioca e Danilo Gentili e agora, de maneira mais modesta, a eleitora da Marina Silva Maitê Proença.

Dizem que os atores Alexandre Garcia, Isabelle Drummond e Juliane Paes também apoiaram o capitão do exército. O apresentador de rádio Emílio Surita demonsteou ser simpático à candidatura do presidente eleito.

Há outros nomes que poderiam ser citados, mas o que importa agora, é que se faça um bom governo e aí teremos ainda mais quorum pra fazer este país avançar.