Quando o súdito reconhece a Coroa

monarqu

 

Esses dias avistei no centro da cidade um camarada com uma camisa com a bandeira do império brasileira. Cumprimentei-o rapidamente com um sorriso no rosto e contente por aquela cena e perguntei se ele era monarquista, ao que ele me respondeu dizendo que não era monarquista mas que lutava por um país melhor. Não pude continuar conversando com ele naquele momento por causa de compromissos, mas cheguei a esta conclusão: ora, se os símbolos monarquistas já passaram a ser usados por quem nem sequer é monarquista mas já provoca no imaginário de alguns, algo de positivo, é sinal de que estamos avançando e progredindo no terreno simbólico do marketing e do discurso na grande batalha das ideias na guerra cultural.

Não sei vocês, mas eu achei um bom sinal!

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Poesia quase em prosa: Sorrindo sobre a Privada

Sorrindo sobre a Privada

privada

 

O privilégio é azul clarinho, a riqueza é de amarelo intenso: d´ouro.

A beleza é vermelha quando é mulher. Quando é transcendência é lilás, é roxo, é púrpura!

A vida é bela, mas o gosto as vezes é de amargo com alho e outros sabores picantes:

Tem azedo de limão, ardência de pimenta. Tem jiló, tem quiabo, tem sabores ainda piores.

A vida é doce na teoria e na prática é também, mas depende de que lado você morde a pizza.

Talvez tudo seja dor e toda dor, como diz um poeta aí, vem do desejo de não sentirmos dor.

Agora vivo, ainda que com tristezas, ainda que com as ansiedades deste Brasil sucateado de agora.

Mas tem eleições em outubro, né? Será que a gente vira esse jogo? Espero que sim.

Ainda preciso ler Dom Quixote, A Ilíada e tantos outros.

Mas eu viverei até lá pra contar história e dessa vez não vou concluir o verso com um final feliz que seja óbvio.

Quando chegar em casa hoje, por que não dar um beijinho ou mais que isso no lugar onde sua esposa preferir?

Pelo menos você tem uma esposa.

Tá rindo, mancebo!? Escárnios e zombarias não me farão proferir maldições contra ti.

Nem te chamarei de pecador. Você não merece.

 

Pelo menos vou amar minha esposa pra valer quando chegar a hora.

Até lá, um beijo de Jô Soares pra você, Sr. Antipatia.

A felicidade mora na casa ao lado do bairro de Weversntrong Milly, um bairro da cidade de Lery Nonnyhill, que eu inventei agora porque poesia é invenção.

Essa casa bonita tem uma bandeira americana na frente, aquela calçada típica diante do jardim e uma caixa de correios que você vê nos filmes.

Na poesia, sua cônjuge se chama Brenda. Ela é magrinha, tem olhos azuis e está doente.

Ela é loira também. Sempre as loiras, né, safadão!?

Você conta história enquanto seus filhos estão deitados na cama. São eles: o Little Jon de 4 e a Melinda, de 3. Na verdade você a chama de Melly (Melinda é só quando ela apronta).

O cachorro se chama Bron. Ele é marrom e  vocês são muito felizes até mesmo quando vai ao banheiro defecar enquanto pensa na mamãe das crianças que não por acaso, é a sua mulher.

Você reflete sobre sua vida enquanto o esterco é expelido pelo seu corpo cansado, pega uma revista de surf prisioneira no banheiro e sorri:

sua vida é boa. É melhor que a do poeta que morre todas as vezes pra escrever sobre vidas melhores que as dele.

Pelo menos o poeta tem Deus em forma de musa: Da musa dos versos, da poesia!